01/06/2004 09:53
VESTÍGIOS DISFORMES DE SONO

Há vestígios de delírios em mim
Meu corpo treme...
Meus olhos são soníferos ambulantes vagando inertes pela cidade
Sendo levados pela multidão que me empurra trem adentro
Ouço vozes embaralhadas em minha cabeça
Elas tentam soar em uníssono
Mas não passam de um uivo sem sentido
Se eu fechar os olhos, serei arrastada
Só não conseguirão sequestrar meu sono...
A beleza da noite amanheceu
A graça da morte é viver
O que seria do som sem o silêncio?
E da fauna urbana sem os campos?
Nesse túnel que me leva a mais um dia
Acendi uma vela no escuro
Para tentar enxergar a minha sombra
Que persiste em tentar me discordar
Quer criar vida própria essa menina!
Dou meu sangue de graça por um beijo apaixonado
Façam fila na porta ó vampiros!
Quem arrancar suspiros de meu olhar
Com certeza será o escolhido
E se o cupido flechar meu coração
E a flecha cegar minha razão
Dou meu sangue, corpo e alma pra você
Depois vou finjir que afogo a solidão
E deixá-la boiando por um tempo
Rejeitá-la e dizer que não a quero
E encontrá-la de noite na surdina
Trair com ela lealmento o meu amado
E sedenta usufruir suas delícias...
Quem nunca provou de seus encantos
Este sim, nunca irá pro paraíso.
enviada por Ingrid






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Loucos Devaneios